Neste episódio, discuto a síndrome do pânico a partir de uma perspectiva psicanalítica, tomando como referência central a obra de Mario Eduardo Costa Pereira, Pânico e Desamparo (Escuta, 2008).
Percorro a crítica de Costa Pereira ao modelo puramente biológico instaurado pelo DSM-III em 1980, a diferenciação freudiana entre angústia-sinal, terror (Schreck) e pânico, e a hipótese central do livro: o pânico como esforço de pré-simbolização — uma tentativa do aparelho psíquico de tornar presente, no corpo, aquilo que não encontra representação simbólica.
Abordo também a noção de Hilflosigkeit (desamparo) em Freud como condição estrutural — não apenas etapa do desenvolvimento —, as contribuições de Bion (nameless dread) e Winnicott (agonias primitivas) sobre a função do outro na regulação do terror, e a leitura lacaniana do desamparo como horizonte do fim de análise.
Um episódio para quem busca ir além do diagnóstico e perguntar: o que o sintoma está, de fato,…
Muito interessante!Bom para se aprofundar mais .