Atendimentos
Uma análise começa com um pedido. Não é preciso saber exatamente o que se busca, nem ter um diagnóstico ou uma explicação pronta para o próprio sofrimento. Basta que algo, na vida de quem procura, tenha se tornado insuportável, repetitivo ou enigmático o bastante para que valha a pena falar sobre isso com alguém que escute de outro lugar.
Como funciona:
O primeiro passo é enviar seu pedido pelo formulário abaixo. Entraremos em contato para agendar as entrevistas preliminares, os primeiros encontros em que se escuta a demanda, se delimita o que faz sofrer e se avalia, junto com você, a pertinência de uma análise. É também nesse período que se combinam a frequência das sessões, a modalidade (presencial ou online) e o valor.
Sobre o valor do atendimento:
Não trabalhamos com tabela fechada de preços. O valor de cada análise é acertado no um a um, com cada analisante, a partir das entrevistas preliminares.
Essa escolha tem fundamento na própria ética da psicanálise. Desde Freud, sabemos que o dinheiro não é um elemento neutro no tratamento: ele participa da economia psíquica de cada sujeito, e o pagamento tem uma função clínica. Com Lacan, compreendemos que essa função só se sustenta quando o valor é singular, isto é, quando representa algo para quem paga. Um preço único para todos excluiria quem não pode alcançá-lo e esvaziaria o sentido do pagamento para quem o paga sem nenhum esforço.
Há também uma dimensão histórica e social nessa posição. Em 1918, Freud defendeu que o sofrimento psíquico não é privilégio de classe e que todos deveriam ter acesso ao tratamento. Desse chamado nasceram as clínicas públicas de psicanálise em Berlim, Viena e outras cidades europeias, onde os analistas atendiam com honorários flexíveis. Seguimos essa tradição: o valor não deve ser uma barreira de entrada, e sim parte do trabalho que se inicia.
